quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

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Hudo

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

DA POESIA NORDESTINA

O sol chuvisca olhar perdido
e o açude lá do interior do
Saquinho que fica entre o

Serrote Branco e a Marizeira
bem perto do Choró Limão
ainda beija a mão do padre
que reza pela comunidade
que sofre a falta de um outro
beijo, o da boquinha da noite
quando pára totalmente de
chover naquele sertão que
vi avoar passarinho em busca
de nuvem negra ao invés de
nuvem branca sem sentido.
E o sol não passa, fica feito
prego pregado nessa madeira
dura do céu sem chuva que
recolhe das casas de barro
meninos com verminoses
no estômago de suas ânsias
por comida de vento forte que
não passa mais trazendo essa
chuva que não vem e parece
mais que não virá nunca mais
enquanto existir o olhar perdido
que não abandona o olhar sempre
achado desse céu desde do Saquinho
até o Choró Limão que desapartou do
sertão quixadaense pra ganhar liberdade,
a velha liberdade das autonomias urbanas
que nasceram sim dos sertões e dos sertões
um dia irão agradecer apesar das secas.

Hudo

domingo, 2 de dezembro de 2012

DORMIU LENDO UM POEMA MEU


Mas dormiu com o sono da palavra
acordada no meio da notícia em que

o amor deu pra ela quando ela acordou:
teu amor chegou! o poeta veio de longe
te amar! acorda! e ela acordou e me amou!


Hudo