terça-feira, 28 de abril de 2015

POEMA AQUARÉLICO
O poema carrega uma cruz
que não pesa como pesava
a de Jesus, mas inclina meu
corpo à minha alma, e ainda
espalma uma bola arremessada
pela amada caneta ao computador
e suas divinas teclas do amor.
Pois é, a cruz é esse próprio amor que
tanto carrega em mim uma luz vigiada
pela bola arremessada por essa divina
caneta esferográfica que o poema escreve
sem as tintas dos olhos mas do pensamento,
e ao mesmo tempo pinta num quadro dessa
aquarela da vida, a felicidade, o corpo da vida.