quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CARTA DO AMOR AO OUTRO AMOR


Redigirei esta assim:

Parece que a tua boca tem é raiva
da minha boca, pra não dizer que
ela tem mesmo é uma espécie de
nojo, parece! lamento não poder
escrever aqui no momento coisas
boas da nossa relação sem mais
aquele toque de gostosura e suaves
previsões boas, lamento! triste é 
saber que nossa relação tá uma
merda! cabisbaixo coração que
ainda te ama esse meu, e que anda
à toa mesmo sob forte sentimento
de inspiração e combate. Tentativas!
pois tento ainda inverter esse quadro
menosprezante de buscas à ti em
ritmos incessantes incalculados pela
matemática nobre das esperanças!
Não quero desperdiçar olhares e nem
beijos solitários dessa minha solidão,
só pra te mostrar depois fotografias
de pássaros deixando em seus ninhos
meus lenços lacrimejantes da sorte
de chorar ainda por ti! sorte porque no
amor não se tem azar, se tem apenas
um destino que pode de repente entrar
em outro destino e daí se fazer destinos
felizes e juntos! a saudade do teu corpo
é quase uma nudez desapropriada pelo
sonho de reter novamente teu amor meu!
parece vingança esse estado de coisa que
parece não ter fim! que parece um riso de
abelha ferindo uma rosa sem pétalas já!
remexo as dores do mundo e acho nelas
uma dor, a minha! essa que me mexe muito
ao ponto de me fazer um mendigo sem abrigo
e que perdeu em sua poesia de rua uma avenida
inteira tanto no solo ardido do sol quanto à beira
de uma lua sem estrelas ao redor pra fazer assim
iluminações vistosas em toda terra! sinto-me fraco
ao retornar dessas andanças à procura do teu amor
sem renovações nenhuma. Há uma frieza em ti, um
estado de vingança vindo não sei de onde e por qual
fato eu tenha por acaso de ofertado algum mal! não
sei! porventura quero saber sim! meu calor de dentro
não admite tal frieza de teu calor de fora! preciso do
teu calor de dentro! e sim, não aprecio o termo vil
"trepar", vindo de repente do sim do teu corpo nessa
rara ocasião de tua carícia sem carícias, prefiro de
todas as maneiras de ti o desangustiante e úmido de
seduções concretas " vamos fazer amor", por achar
que neste estão sim valores sobrecalorosos de afetos
com base na eternização dos mesmos afagos do vice-versa
da alma com o corpo. Diante disso tudo não quero esboços
de teu possível retorno ao meu amor decididamente onde
se veem meus braços amplos pra te guardar em mim essa
amplidão de desejos fartos de te querer até o fim do infinito.
Eu quero sob a razão frenética da humildade essa energia
evolutiva que ainda acho ter do teu reencontro surpreso com
o meu coração ardente de amor e pureza! vou ficar por aqui
com o pensamento positivo da ignorância em não possuir em
mim o fim de um grande amor que ainda somos nesta vida!
parabenizo desde de já tua distância por saber que é dela que
ainda escrevo-te minhas cartas de amor com o mesmo endereço
de sempre, este coração que vai ser teu pelo resto dos meus dias!
carinhosamente, um poeta perdido de amor.


Hudo

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