terça-feira, 9 de abril de 2013


POIS BEM

Hoje começarei com um poema solto
pois ontem me dependuraram num
poema
preso
em mim
feito uma
gravata
dada pelo
laço rude
de uma
alvorada
sem sol.

Pois bem povo meu e do povo que
o mundo elegeu como luz solta,
estou mais uma vez aqui na escolta
dessa manhã feliz que me quis ainda
de madrugada trabalhando lá onde
o linho faz morada e veste de azul
a namorada
do sono, a insônia,
que por vez
assim me fez
o amor de Antônia
que só faz dormir
e sonhar com a fronha
que embala o que há de vir
dentro desse travesseiro
que o luar deita as estrelas.
E o que virá só é poesia.


Hudo Guedes

Nenhum comentário:

Postar um comentário