quinta-feira, 28 de março de 2013

OS INSENSÍVEIS


Custa caro conviver com um insensível!
o corpo dói, a alma não descansa seu
beijo não dado, o colo uterino da paixão
não germina estrela, lua não aparece...
Os insensíveis custam caro à vida! ela não
brilha junto com o sol que até pára de brilhar
quando o coração desses seres desiluminados
tentam extirpar do coração múltiplo das poesias
o coração universal dos poetas que choram com
a presença lamentável desses seres desiluminados.
Não há música pra se tocar ou se cantar quando
desando com um ser desses ao meu lado ou ao meu
longe ou mesmo inexistindo pois sinto o seu hálito
me rodando com o seu velho cheiro de nada. Captação!
logo percebo minha palavra trêmula! mas forte tenho
que ficar esta noite, pra que o dia de amanhã eu possa
dizer tudo o que sinto a respeito das insensibilidades tuas.
Minha poesia chora mas tranca o pranto ao mesmo tempo!
meu desejo é que toda a terra não te escute e faça de ti um
dia uma noite inteira de amor puro! namore meu olhar calmo
te olhando como se tu fosses o contrário do que tu és assim
sem amor pra mim, sem beijo no lábio que te espera, contudo
às vezes tenta te beijar te beijando sem te receber aquele fogo
oscular que iluminam as bocas com todas as palavras apaixonadas
de todo início pronto pra amar o meio e amar o fim da vida amando!



Hudo Guedes

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