domingo, 5 de outubro de 2014

DE VEZ EM QUANDO SOLIDÃO
NESSA GRANDE NECESSIDADE
DE SER AMADO

Minha poesia de amor lamenta tanto
a inexistência de teus carinhos para
comigo que num tempo fugido foge
das minhas mãos acariciantes que
por tua causa quase ficam a vagar
com os meus braços te clamando:
Vem! me abraça! me beija! me olha!
quero te exalar meu cheiro de amor!
meu perfume da pele e do coração!
o aroma que a vida me deu quando
me vi diante o amor me pedindo, nasce!
nasce e colhe de ti toda uma vida de amor!
E o amor nasce do ventre da paz! mas eu
quero agora é o teu amor aqui comigo!
tua pele macia coberta pelo trabalho mas
puramente macia como a brisa onde as
levezas voam sobre os tapetes vermelhos
de toda uma sensualidade tranquila e doida!
Não quero nossa intimidade feito um distância!
quero você aqui comigo! nua ou quase vestida
desse olhar teu que me olha às vezes com ternura
mas sempre quer ficar longe de mim, não sei porquê!
não sei mesmo o porquê desse não beijar-me, desse
não abraçar-me, não porque o beijo venha ser mais
importante que o abraço, mas o que importa mesmo
é este amor que os casais têm que ter na vida, e eu
quero sempre ter contigo, ao teu lado e de ti este
amor que tanto a vida nos pede em ter na vida.
Que não haja mais a solidão depois deste poema
que te escrevi a muito tempo e só hoje ele veio
se aconchegar nesse papel branco do computador.
E espero que nunca mais eu precise da minha solidão
para te dizer que te amo mais do que nunca nesta vida.

Hudo Guedes

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