terça-feira, 4 de setembro de 2012

A MADRUGADA

Primeiramente amada!
uma sombra, uma relva
que me deito a olhar

pro céu escuro com
estrelas que têm em
seu céu toda noite uma
lua branca como a lua
branca que há lá fora.
A madrugada me vigia
e me escreve numa poesia
a ela própria dedicada, um
auto-retrato dos verbos que
o amor inventou pro homem
saber que antes do verbo já
existia uma madrugada fria
mas disposta a esquentar
os corpos nus que ali lhe
trazia da escuridão a luz plena
dos orgasmos que fazem a vida.

Hudo

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