Vejo-te!
vejo-te lavando meu suor
e te envolvo na bactéria
dos meus olhos porque minha
cara é suja de tanto amar
solitariamente a tua cara.
E quanto mais te olho
molho a ponta suave da língua
dos meus olhos, e quanto mais
te como um resíduo do alimento
desta ilusão fica retido entre meus
dentes não como cárie mas como
um sonho dolorido e fazedor de
esquinas, bares e estrelas.
Louco eu, bebo o último olho que
me resta quando por sacrifício
íntimo não me restará mais os teus
olhos e nem os olhos turbulentos da vida.
Hudo
cara é suja de tanto amar
solitariamente a tua cara.
E quanto mais te olho
molho a ponta suave da língua
dos meus olhos, e quanto mais
te como um resíduo do alimento
desta ilusão fica retido entre meus
dentes não como cárie mas como
um sonho dolorido e fazedor de
esquinas, bares e estrelas.
Louco eu, bebo o último olho que
me resta quando por sacrifício
íntimo não me restará mais os teus
olhos e nem os olhos turbulentos da vida.
Hudo
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