Eu não entendo esse teu amor
por mim tão sem manifestação,
tão escondido numa praça sem
ninguém, numa rua sem árvores,
num beco sem saída onde a procura
do medo é uma ameaça de quem
não acha graça com o riso de quem
conta piada assim como se conta
histórias de amor pra pessoas amorosas.
Sinceramente eu não entendo o teu
amor que me vem tão obscuro quanto o
olhar de quem não olha! se há o ciúme
ele é puramente abstrato tal a colheita
de fantasmagóricas ideias nas safras
improdutivas do pensamento vasto do
nada. Se há o ciúme ele não me diz nada
apenas diz tudo ao silêncio do amor mais
esquisito que existir no realismo duro das
coisas. Não entendo o teu amor por mim,
se é que ainda ele existe! o meu existe
pois sempre te peço o teu carinho, o teu
beijo, a tua atenção, e quando fazemos
amor tudo rola de uma maneira em que
a melhor maneira não rola, ao do começo
buscando, tendo o meio buscado e quando
ao final houvera o orgasmo sim, porém tão
comum fica o fim toda vez que o começo vem
buscando o meio e terminando assim meio
parado no fim do gozo depois sem ao menos
querer de mim uma taça do vinho feliz do fim,
do bom final dos orgasmos sem sono, sem
medo, só com o desequilíbrio dos olhos atônitos
dessa alegria de amar depois de um bom amor
compartilhado à dois sobre um leito acolhedor.
Vou esperar que mude esse cenário buscando-te
sempre em minhas mãos simplificadas em desejos.
Buscar teu coração, tua atitude de me amar; tuas
manobras não! teus protestos inválidos não! não
sei que protestos são esses se te amo tanto, tanto!
Sei também que minha poesia parece uma coisa sem
o seu devido valor ao teu bom desempenho às vezes
de ver na cultura uma semelhança com as riquezas da
vida, parece coisa assim mesmo! minha poesia ignoras!
aliás, não somente a minha poesia como também o meu
grande amor! esse amor que foi sempre teu e hoje não
sei a quem pertence, se à mim ou à mim, onde deveria
ser só teu e meu e nosso amor por toda a vida. Continuo
não entendendo esse teu amor por mim e vou aqui poeta
como sou te declamar uma poesia mesmo que não queiras
assim ouvir: quero o teu amor pra mim até o fim da vida, e
depois da vida continuar querendo o teu amor por toda essa
minha eternidade tua, eternidade minha, eternidade nossa!
Hudo
num beco sem saída onde a procura
do medo é uma ameaça de quem
não acha graça com o riso de quem
conta piada assim como se conta
histórias de amor pra pessoas amorosas.
Sinceramente eu não entendo o teu
amor que me vem tão obscuro quanto o
olhar de quem não olha! se há o ciúme
ele é puramente abstrato tal a colheita
de fantasmagóricas ideias nas safras
improdutivas do pensamento vasto do
nada. Se há o ciúme ele não me diz nada
apenas diz tudo ao silêncio do amor mais
esquisito que existir no realismo duro das
coisas. Não entendo o teu amor por mim,
se é que ainda ele existe! o meu existe
pois sempre te peço o teu carinho, o teu
beijo, a tua atenção, e quando fazemos
amor tudo rola de uma maneira em que
a melhor maneira não rola, ao do começo
buscando, tendo o meio buscado e quando
ao final houvera o orgasmo sim, porém tão
comum fica o fim toda vez que o começo vem
buscando o meio e terminando assim meio
parado no fim do gozo depois sem ao menos
querer de mim uma taça do vinho feliz do fim,
do bom final dos orgasmos sem sono, sem
medo, só com o desequilíbrio dos olhos atônitos
dessa alegria de amar depois de um bom amor
compartilhado à dois sobre um leito acolhedor.
Vou esperar que mude esse cenário buscando-te
sempre em minhas mãos simplificadas em desejos.
Buscar teu coração, tua atitude de me amar; tuas
manobras não! teus protestos inválidos não! não
sei que protestos são esses se te amo tanto, tanto!
Sei também que minha poesia parece uma coisa sem
o seu devido valor ao teu bom desempenho às vezes
de ver na cultura uma semelhança com as riquezas da
vida, parece coisa assim mesmo! minha poesia ignoras!
aliás, não somente a minha poesia como também o meu
grande amor! esse amor que foi sempre teu e hoje não
sei a quem pertence, se à mim ou à mim, onde deveria
ser só teu e meu e nosso amor por toda a vida. Continuo
não entendendo esse teu amor por mim e vou aqui poeta
como sou te declamar uma poesia mesmo que não queiras
assim ouvir: quero o teu amor pra mim até o fim da vida, e
depois da vida continuar querendo o teu amor por toda essa
minha eternidade tua, eternidade minha, eternidade nossa!
Hudo
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