quarta-feira, 1 de agosto de 2012


O COLO DO AMOR

Não quero mais a solidão!
chega de mãos vazias!
mãos trêmulas talvez,
depois fortes como os
músculos da chance de
ser feliz agora, de novo
na tentativa de um novo
amor, de uma nova troca
de carícias sem manobras,
sem os voluptuosos medos
sobre o corpo do coração
que só sabe se envolver
nessas emoções que minha
alma teimosa interpreta assim,
tardia, apressada em consumir
o alimento das alucinações dessa
intimidade ora levando ao sacrifício
o ofício do cio de buscar e não temer,
ora depredando as vestes com as pedras
dos dentes afiados tal navalha corpórea
que sangra a veia langerríaca do mel do
teu corpo que me cede agora todo o meu amor...
e no encontro com tua caverna de pelos de
sereias que o mar nunca deixou ir pra terra
vejo orgasmos do sol com a lua nas noites que
as estrelas deixam suas quedas sobre os rios
do alto mar sem barcos naufragarem nos olhos
suspensos da escuridão desse quarto clareado
pelo acontecimento único desse plural ato milenar
do beijo de te beijar, do braço de te abraçar, do
colo de te aninhar e fazer de nós o melhor amor do mundo.

Hudo

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