segunda-feira, 18 de junho de 2012

AMAR E ESCREVER NUM DILÚVIO DE PALAVRAS


A noite se deleita
tranquila como o
olhar delta da fada
que fisionomiza esta
meia lua lá fora como
tarefa de poeta pra
contar histórias de
seus amores repentinos
pela madrugada mas deixa
no seu calcanhar marcas
de estradas de palavras
que nunca serão concluídas
pois seu caminhar poético
não acaba nunca nessas
linhas delineadas pelas
estruturas capacitárias
dos sentidos verbiais de
seu pensamento que parece
incontrolável na medida do
impossível de acontecer as
possibilidades de acontecer
o que está acontecendo, ou
seja, poesia interminável, e
tomara que não chateie ninguém,
nem a musa que me transforma
na forma viciosa de escrever o
melhor vício que existe, amar!


Hudo Guedes 

Nenhum comentário:

Postar um comentário