a mira
suave
da ave
que vira
amor
na flor
que tira
o mel
do céu
da boca
louca
do véu
que cobre
a nobre
língua
sem míngua
que descobre
da abelha
lá na telha
o cobre
da centelha
do arco-íris
da minha íris
que de vermelha
de tanto olhar
pro esperar
de notícias
das carícias
de amar
a poesia
de todo dia
do meu lembrar
dessa musa
que transfusa
todo se inspirar
da mente
frequente
do cárdio-vascular
pro coração
da emoção
de não se evitar
nesta vida
tão querida
de teu lembrar
todo dia
com poesia
do meu amar
que insistia
e insiste
e insistirá
deste mundo
o profundo
gostar
de amar
as pessoas
de tão boas
da alma
calma
que ressoas
em mim
sem fim
nas proas
do navio
do fio
das palavras
nas lavras
do assobio
que planta
ave santa
que crio
no mar da poesia
onde rio
não é fantasia
e sim floresta
que testa
ecos da alegria
de ser poeta
com meta
múltipla
de fazer
com querer
alguém feliz!
Hudo Guedes
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