O POEMA
QUE CHAMA
A ATENÇÃO
O vício da flor
em querer
perfumar a
gente ao
cheirá-la,
exalando pro
coração um
perfume que
tráz amor no
ar...
O vício da gente
de querer amar
essa flor e
trazê-la até nós
em forma musical...
O vício de querer
traduzir sentimentos
sem poder ao menos
sentir-los a dois...
O vício de chorar e
querer que lágrimas
não escorram dos olhos,
mas impossível não
segurá-las entre as mãos...
O vício de amar, amar e
não sentir que o outro
amor não se despertou,
o amor de ter alguém
aqui que a gente ama...
O vício de querer vacinar
esse vício com a anti-térmica
sensação de não mais sofrer
por um amor incontínuo que
ficou nessas febris contenções
que o pensamento apaixonável
detém do coração apaixonado...
E o vício não termina nunca,
o eterno vício de amar...
Hudo Guedes
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